segunda-feira, 11 de outubro de 2010

As hesitações do crescimento: crises cerealíferas, crises de subsistência e crises demográficas


Entre os séculos XVI e XVIII a economia da Europa evolui de diferentes maneiras consoante as regiões. Mas no geral estes séculos foram épocas de crescimento demográfico e económico para toda a Europa. Porém, apesar deste crescimento, o período entre 1560-80 e 1715-20 foi de crises, provocadas por vários factores:

  •  A irregularidade das condições climatéricas, que provocavam más colheitas e que levavam á subnutrição e à fome;

  • O elevado índice de mortalidade das populações, que afectava a mão-de-obra e certos sectores produtivos;

  • Epidemias, como a peste negra, que eram o resultado de crises de subsistência e também da falta de higiene e das más condições de vida da população mais pobre desta época;

  • Guerras, que influenciaram as elevadas taxas de mortalidade e vários sectores económicos dos países.

Estes factores estavam quase sempre associados, pois um dava sempre origem a outro
 ( por exemplo:  a guerra dava origem às altas taxas de mortalidade e à falta de mão de obra, o que originava más colheitas, pois havia menos pessoas para fazer o trabalho do campo, e isto provocava crises de alimentação, que provocavam, por sua vez, mais mortes ).
Portanto pode-se afirmar que esta época foi uma época marcada pelas crises cíclicas que entravaram o desenvolvimento e provocaram estagnação e recessão pela Europa inteira.

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