Nos séculos XVI a XVIII, a Europa dependia muito da agricultura, cujas actividades eram ainda a base de subsistência da maior parte da população, apesar do avanço das outras actividades económicas, tais como o comércio. Grandes áreas do solo dos países eram ocupadas por aldeias e grandes propriedades senhoriais, e os camponeses representavam 70 a 85% da população total.
Porém o mundo rural sofreu também alterações e inovações na prática dessas actividades, pois estes séculos foram afectados por uma grande expansão demográfica, que levou à cultura intensiva de cereais, bem como uma acentuada concentração urbana. Houve também uma dinamização da indústria têxtil, que levou ao cultivo do linho, do cânhamo e de plantas tintureiras; uma revolução comercial ultramarina, que permitiu a introdução de novas culturas, como o milho, o tabaco e a batata; também foi possível aumentar as superfícies cultivadas através da conquista de territórios ao mar e da recuperação de pântanos.
Mas apesar do melhoramento das práticas agrícolas, houve vários factores que levaram à estagnação da economia agrária, como por exemplo, o facto de o proprietário ser livre de despedir o colono quando lhe conviesse e a actuação fiscal nas produções agrícolas. Estas acções levaram a uma ruptura do equilíbrio entre as classes, que ajudou bastante na estagnação do mundo agrário.
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