Os países ibéricos foram os primeiros povos europeus a iniciar a expansão ultramarina e a construir impérios coloniais. No século XVI duas cidades ibéricas tornaram-se importantes centros económicos: Sevilha e Lisboa.
Em 1415, Portugal partiu para a expansão pois precisava de arranjar produtos para manter a subsistência da população, após a crise do século XIV, que arrasou o país. Os negócios da costa ocidental africana cedo mostraram lucro. Os novos produtos que eram trazidos para Lisboa atraiam novos comerciantes vindos de toda a Europa. Mas para prevenir a concorrência de outras nações e para assegurar o comércio, a coroa portuguesa decidiu criar um monopólio régio, no qual era o Estado que controlava o comércio e os lucros provinientes desta actividade.
Os portugueses passaram a controlar o comércio mundial, pois até a antiga rota das especiarias, que passava pelo mar vermelho, foi substituída pela rota do Cabo.
“foram os exploradores portugueses [...] que [no século XVI] uniram, para o melhor e para o pior, os ramos separados e distantes da grande família humana”
Charles Boxer
Por estas razões podemos afirmar que os portugueses e os descobrimentos dos séculos XV e XVI desempenharam um papel fulcral no que é hoje chamado de globalização.
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